CASA AJM

O desafio desse projeto foi inserir num terreno pequeno, angular e em aclive uma residência ampla que também tirasse partido das qualidades naturais da região montanhosa de Teresópolis, onde se localiza, ao mesmo tempo em que incluísse a questão da sustentabilidade, desde o planejamento até a especificação dos materiais e tecnologias para o edifício

A residência proposta é composta pela justaposição de volumes e planos que definem e integram espaços internos com formas variáveis dos invólucros e a natureza exuberante do entorno, através da elaboração de propriedades espaciais como visibilidade e permeabilidade dessas fronteiras morfológicas.

Os volumes edificados são distanciados do terreno, através de pilares recuados em relação às fachadas, partindo-se da proposição sustentável de minimização de impactos na topografia acentuada, aliado à maior área de drenagem natural do solo e menor índice de umidade para os ambientes internos.

As formas foram usadas também para aproveitar fatores bio-climáticos locais, como luz natural, orientação solar, ventos e índices pluviométricos, aproveitando esses recursos passivos para influenciar no bem estar das pessoas nos espaços da casa e na integração destes espaços com a paisagem circundante. 

Os volumes edificados são distanciados do terreno, através de pilares recuados em relação às fachadas, partindo-se da proposição sustentável de minimização de impactos na topografia acentuada, aliado à maior área de drenagem natural do solo e menor índice de umidade para os ambientes internos.

As formas foram usadas também para aproveitar fatores bio-climáticos locais, como luz natural, orientação solar, ventos e índices pluviométricos, aproveitando esses recursos passivos para influenciar no bem estar das pessoas nos espaços da casa e na integração destes espaços com a paisagem circundante. 

Assim, diferentes modalidades de varandas geram amplas áreas de sombra, caixas de beirais protegem vãos que podem estar abertos quando está chovendo. Posições e dimensionamentos das aberturas dos vãos, por outro lado, também consideram a possibilidade de controle de incidência de luz, direções de chuvas e favorecem a ventilação natural cruzada nos ambientes internos. Vegetação também é disposta de modo a constituir micro-climas ao redor da construção, para propiciar conforto termo – acústico.

A preocupação com gestão e economia de água levou a propor a utilização de estação de tratamento de águas cinzas e negras, reduzindo-se, assim, o consumo de água fornecida pela concessionária  e  a necessidade de tratamento de efluentes pelo poder publico. Essa águas são, então, aproveitadas para irrigar os jardins e bacias sanitárias.

FICHA TÉCNICA

Área Construida: 434 m²

Execução: 2010

Arquitetura: Viviane Cunha Arquitetura

Equipe: Viviane Cunha, Rosi Vellasco

3D: Ricardo Nascimento